Ação Polícial

Operação mira pagamento de propinas a agentes da Polícia Federal

A Polícia Federal e o MPF (Ministério Público Federal) deflagraram nesta 5ª feira (15.out.2020) a 2ª fase da operação Tergiversação, que investiga organização criminosa por suposta cobrança de propinas em troca de proteção em investigações.

Os agentes da PF cumprem 2 mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, contra servidores públicos federais e estaduais, empresários e advogados.

A operação mira empresários que teriam participado de esquema de pagamento de propina para policiais federais em troca de proteção nas investigações realizadas em operações, além de advogados que atuaram como intermediários das cobranças de vantagens indevidas.

A organização criminosa, segundo a apuração da PF e do MPF, atuava dentro da Superintendência da Polícia Federal do Rio. Eis as operações sob suspeita, em que agentes teriam recebido propinas:

  • Operações Titanium (fraudes envolvendo o Plano de Saúde dos Correios);
  • Operação Viupostalis/Recomeço (fraudes envolvendo o Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios).

As operações eram conduzidas pelo delegado Lorenzo Pompílio da Hora, com o apoio do escrivão Éverton da Costa Ribeiro, lotados à época no Núcleo de Repressão a Crimes Postais da Delepat (Delegacia Federal de Repressão a Crimes contra o Patrimônio). Ambos foram denunciados na 1ª fase da operação.

De acordo com a PF, as vantagens indevidas recebidas pelos integrantes da organização criminosa giram em torno de R$ 10 milhões.

Em junho de 2019, a 1ª fase da operação cumpriu 6 mandados de prisão preventiva, 3 de prisão temporária e 25 de busca e apreensão. As investigações “revelaram esquema de cobrança de propina dos investigados e potenciais investigados e potenciais investigados” em inquéritos, segundo a corporação.

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