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Maia diz que é contra voto aberto na eleição da Câmara, mas pode debater tema

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse em entrevista nesta 3ª feira (12.jan.2021) que a possibilidade de a eleição para a presidência da Casa ser realizada por voto aberto poderia ser discutida antes da disputa. No entanto, em tom de provocação, afirmou ser contra essa opção.

Maia apoia Baleia Rossi (MDB-SP) na eleição da Presidência, que será em fevereiro. O adversário, Arthur Lira (PP-AL), tem feito críticas à transparência da gestão do deputado fluminense.

“Minha posição sempre foi de total transparência. Se todos os candidatos quiserem, e os partidos políticos principalmente, que o voto possa ser aberto, quem sabe não pode ser um debate?”, declarou Maia. “Para que não paire dúvidas sobre a minha transparência e do meu trabalho nos últimos anos”, disse ele.

Lira tem dito que Maia e Baleia querem que a eleição seja realizada de maneira remota, como têm sido as votações da Casa durante a pandemia para evitar aglomerações. O deputado do PP já afirmou que, com votação remota, caciques partidários poderiam coagir o voto de deputados.

“Ficou sendo questionado que eu estava querendo fazer uma votação remota para beneficiar a candidatura que eu apoia. Então quem sabe a gente não possa fazer uma votação de voto aberto? Pode ser um debate. Eu não o defendo, acho que o voto deve ser fechado. Mas por que não? Já que se quer tanta transparência?”, declarou o presidente da Câmara.

“Claro que a votação será presencial, já estamos organizando as urnas para que elas fiquem no Salão Nobre e no Salão Verde”, disse o presidente da Câmara. Ele defende que seja discutida a votação remota para deputados que integrem o grupo de risco de agravamento do coronavírus, como idosos.

A eleição da Câmara será no início de fevereiro. Quem for eleito para o lugar de Rodrigo Maia o substituirá imediatamente e terá mandato de 2 anos. Para vencer são necessários pelo menos 257 votos, caso os 513 deputados votem.

Baleia Rossi está em campanha desde o final de dezembro de 2020. É apoiado pelo grupo político de Maia e pela cúpula dos partidos de esquerda. Por enquanto, tem trânsito melhor entre líderes partidários do que entre os deputados de menor expressão.

Lira, por outro lado, está em campanha há meses. Tem pedido votos “no varejo”, conversando individualmente com os deputados. É líder do Centrão e tem apoio de Jair Bolsonaro, por isso as siglas de esquerda migraram para Baleia.

A impressão mais comum na Câmara é de que, se a eleição fosse hoje, Lira seria eleito. Partidos da base de Baleia, como PSL, PSDB, PSB e DEM têm setores pró-Lira. Como a votação é secreta, os partidos têm poucos mecanismos para fazer com que seus filiados votem no candidato que a direção da sigla escolher.

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