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Dia Internacional da Mulher: Uma data para reflexões!

*Ana Claudia Gomes é presidente da Comissão de Responsabilidade Social (CRS) da CBIC

Mais do que uma simples homenagem às mulheres, o dia 8 de março é marcado pela história de luta por direitos elementares que, à época de sua criação, representava a busca pelo direito ao voto feminino.

Atualmente, para além da comemoração, a ideia é provocar reflexões e mudanças na sociedade mundial. Assim, na maioria dos países, nessa data realizam-se conferências, debates e reuniões, com o objetivo de discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe, até extirpar o preconceito e a desvalorização que ainda existem, mesmo com todos os avanços, com situações de salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional.

Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

E a importância dessa luta se mostra em tempos em que se fala no mês da mulher e não mais no dia. Isso demonstra que  vale o convite para fazermos algumas ponderações sobre as mulheres, principalmente em relação à indústria da construção.

Historicamente, este é um segmento predominantemente masculino e que conferiu pouca oportunidade às mulheres, ao longo dos anos. Em uma rápida análise dos dados desta participação, vê-se que elas sempre se restringiram à singela marca dos 5 a 6% do contingente empregado e que, em seu momento mais pujante, alcançou 10% de participação.

Por outro lado, o número de famílias brasileiras chefiadas por mulheres cresceu 105%, entre 2001 e 2015, segundo a pesquisa “Mulheres Chefes de Família no Brasil: Avanços e Desafios”, coordenada pela Escola Nacional de Seguros, a partir do cruzamento de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2001-2015), do IBGE. Esse percentual significa um total de 28,9 milhões de famílias que têm mulheres à frente, registrado em 2015, ano dos últimos dados.

Esse dado revela a urgência de se abrir o mercado da construção de forma mais efetiva para esse contingente de trabalhadoras, respaldando o orgulho do setor, de se apresentar como o grande motor da economia e capaz de gerar emprego em grande escala.

Alguns estados brasileiros saíram na frente e criaram políticas afirmativas de inclusão feminina na construção. No Rio de Janeiro, por exemplo, foi homologada a Lei Estadual nº 7.875/2018, que definiu a reserva de, no mínimo, 5% das vagas de emprego na área da construção de obras públicas para pessoas do sexo feminino.

E o setor privado? O que vem fazendo para reduzir essas desigualdades? Como está a sua empresa frente a todo este cenário? Qual a participação da mulher na sua empresa? Ela está representada entre os cargos operacionais e frente os mais altos níveis hierárquicos? Que possamos, então, aproveitar este mês para refletir sobre todo este cenário e, efetivamente, encontrar uma forma de colaborar para a redução dos índices alarmantes de violência e desigualdade contra as mulheres em nosso país.

Afinal, as mulheres já somam mais de 50% da população mundial!

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