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Epidemia de pânico

Plácido Fernandes
”Todos sabemos que o mundo já enfrentou e superou desafios muito maiores e mais graves do que o coronavírus, como a varíola, o ebola, a peste bubônica e a gripe espanhola. E tudo isso numa época em que a ciência não contava com o volume de conhecimento e de tecnologia de que dispõe agora”

Disseminada principalmente pela internet, a epidemia de pânico sobre o novo coronavírus está paralisando o mundo. Os estragos acontecem principalmente na economia, de forma global. Já parou fábricas na China, no Brasil e em outros países. Parte do medo vem de pessoas comuns, e é compreensível. Mas não é desse tipo de temor de que se trata.

O que preocupa é uma espécie de onda deliberada e desproporcional de criar alarde a cada boletim sobre a doença, seja nos Estados Unidos, seja no Brasil, na China ou em qualquer outro lugar do mundo. Parece haver um prazer sádico, mórbido de espalhar histeria no planeta e trombetear o fim dos tempos.
Ora, todos sabemos que o mundo já enfrentou e superou desafios muito maiores e mais graves, como a varíola, o ebola, a peste bubônica e a gripe espanhola. E tudo isso numa época em que a ciência nem mesmo em sonho contava com o volume de conhecimento e de tecnologia de que dispõe agora.
Então, por que a manipulação do medo está vencendo o bom senso nessa batalha? Sobretudo, porque vivemos, com a internet, a era em que a informação foi banalizada. Cada um tem seu próprio meio de veicular a própria versão dos fatos ou a versão que mais lhe interessa. Resultado: hoje, muitas vezes, a verdade ou o cuidado com a informação é o que menos importa. Vivemos um apocalipse now político. Um salve-se quem puder sem salvação à vista no curto prazo.
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