Ação Polícial

Polícia Civil investiga quadrilha suspeita de aplicar golpes pela internet em RO

A Polícia Civil de Cerejeiras (RO), na região do Cone Sul, deflagrou no fim da tarde de segunda-feira (18) a Operação VIPs, que investiga uma quadrilha suspeita de aplicar golpes pela internet. Durante a ação, os agentes cumpriram quatro mandados de buscas e apreensão no município. O grupo já teria faturado mais de R$ 300 mil com a prática criminosa.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que a quadrilha negocia veículos através de um site de vendas, frauda os pagamentos e engana as vítimas.

“Eles [suspeitos] negociam com a vítima e mandam um DOC [Documento de Ordem de Crédito] adulterado ou até mesmo envelope vazio. Em seguida, negociam com outra pessoa, muitas vezes por um preço menor. A pessoa se interessa e paga para eles. Depois disso, eles falam para o dono do veículo que um parente ou amigo vai buscar e que pode entregar. Ou seja, eles nem aparecem”, explica o delegado Mayckon Pereira.

Conforme as investigações, o grupo está envolvido em mais de 10 ocorrências de estelionato no estado, o que rendeu mais de R$ 300 mil à quadrilha. Há suspeitas de que os criminosos também atuem no Mato Grosso.

Na operação de segunda-feira, os agentes cumpriram os mandados de busca e apreensão em quatro endereços. Até o momento, ninguém foi preso e a Polícia Civil não passou mais detalhes para não atrapalhar as investigações.

“Alertamos para que as pessoas não realizem negociações informais, sem as cautelas necessárias, como confirmação de pagamento, por exemplo. Sugerimos também que as pessoas evitem DOCs e depósitos em envelopes; que elas optem por TED [Transferência Eletrônica Disponível] ou pagamento em dinheiro. As investigações continuam e, agora, com os documentos apreendidos nas buscas”, ressalta o delegado.

Nome da operação

O nome da operação é em referência ao filme “VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso”, inspirado na história de Marcelo Nascimento da Rocha, considerado um dos maiores golpistas do país. Ele foi condenado a 34 anos e cinco meses de prisão e atualmente cumpre a pena em liberdade.

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