Personalidades

José Santana Pacheco, o “Pachequinho”: 30 anos de dedicação à Polícia Civil, à Cultura e ao Estado de Rondônia

José Santana Pacheco, nasceu na área rural da pequena cidade São Vicente Férrer, distante 159 km da capital São Luis, no Maranhão. De família humilde e diante das dificuldades enfrentadas no cotidiano da vida do interior maranhense, logo cedo foi morar na capital, onde iniciou seus estudos, e igualmente o sonho de muitos brasileiros que migraram de sua terra natal em busca de melhores condições de vida.

No ano de 1986, mudou-se para Porto Velho (RO), onde à época, um irmão já servia à Polícia Militar. Trabalhou na iniciativa privada e nesse mesmo ano ingressou nos quadros da Emater, onde permaneceu até o ano de 1988, quando ingressou nos quadros da Polícia Civil do Estado de Rondônia, no cargo de Agente de Polícia.

Começou sua carreira na Polícia Civil  lotado no município de Rolim de Moura, também prestou serviços nas delegacias de Santa Luzia do Oeste, Alta Floresta D’Oeste, Nova Brasilândia, bem como nas demais cidades que pertenciam à Regional Rolim de Moura, exerceu também as funções de diretor do presídio de Rolim de Moura, logo que a Polícia Civil foi desobrigada a atuar na guarda de presos, atualmente encontra-se lotado na DEAM de Rolim de Moura.

No total, são trinta anos de dedicação e entrega, defendendo a sociedade rondoniense no combate a criminalidade. Ao longo de três décadas dedicou-se às causas sindicais e desde a criação do SINSEPOL sempre participou das lutas em defesa dos direitos coletivos da classe PC com os diversos Governantes do Estado de Rondônia, todas importantíssimas, dentre tantas, destaca-se o fechamento da ponte sobre o Rio Machado, na cidade de Ji-Paraná, no ano de 1993, por dezessete horas, onde caminhoneiros revoltados derramaram mais de 40.000 (quarenta mil) litros de leite no asfalto. Entende que os tempos mudaram e as práticas precisaram se adequar ao novo modelo de negociar, como ocorre na atualidade.

Em Rolim de Moura constituiu sua base familiar, o alicerce para toda sua estrutura pessoal e profissional, é casado com a Senhora Sônia Cristina, pai da Médica Heloyse Pacheco, da Engenheira Civil Heloayne Pacheco e avô da pequena Lavinia. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Rondônia, conhecimentos adquiridos que os proporcionou uma melhor percepção das suas ações para o bem coletivo.

Integrou e ainda integra vários movimentos sociais e culturais, participando da criação de associações de moradores e de classe, a exemplo da Associação dos Policiais Civis de Rolim de Moura (ASPOCIROM), no campo cultural participou de vários festivais de música e teatro nas cidades de Porto Velho, Ariquemes, Cacoal, e na comunidade rolimourense criou algumas ações e eventos, os quais proporcionaram o resgate do patrimônio cultural, levando jovens e adultos ao gosto pelas suas raízes culturais. Entre os anos de 1992 a 2002 realizou o “Arraiá Pisa na Fulô”.

No ano de 1996, fundou a Escola de Samba Acadêmicos da Liberdade, e através desta proporcionou o aumento considerado do turismo, geração de emprego e distribuição de renda, transformando Rolim de Moura no melhor carnaval do interior de Rondônia. Em 2013 foi eleito paralelamente para uma cadeira titular na setorial de Culturas Populares, no Conselho Estadual de Política Cultural do Estado de Rondônia – CEPC/RO, e Conselho Municipal de Política Cultural de Rolim de Moura-CMPC/RM. É compositor e músico autodidata, folclorista e membro fundador do Movimento Cultural de Rolimourense/MCR.

Também teve participação efetiva no esporte, filiando a escola de samba à Federação Rondoniense de Handebol, onde o GRESAL-HAND trabalhou efetivamente com equipes adultas masculina e feminina e juvenil e participou de várias competições no estado, chegando sua equipe feminina adulta campeã da Taça Amigos do Handebol em Ouro Preto/RO, no ano de 2007, nesse mesmo ano realizou simultaneamente em Rolim de Moura, o campeonato Estadual de Handebol, Seletiva para a Taça Amazônica de Handebol e 1ª Taça Gresal-Hand. Também através da entidade prestou sua contribuição aos atletas de Vôlei de Rolim de Moura, bem como no futebol também montou equipes e participou de competições.

Entende que todo servidor das forças de segurança pública, precisa exercer, acima de tudo com, isenção, a participação nos movimentos sociais, pois a carga que oriunda do labor da profissão é muito pesada, acredita que foi através do seu envolvimento em atividades sociais e culturais, externas à sua profissão, que o levaram ao conforto de atuar na Polícia Civil durante trinta anos e estar apto a sair para uma aposentadoria saudável. Apesar dos espinhos da profissão, sabe que não é possível agradar a todos, nem mesmo aos colegas de trabalho, mas encontra-se na condição de afirmar “vou deixar a Polícia Civil com a certeza do dever cumprido”.

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