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Após denúncia e interdição da Central de Polícia em Porto Velho, unidade continua abandonada pelo governo

Após denúncia feita pela diretoria do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Rondônia (Sinsepol), a Vigilância Sanitária de Porto Velho interditou parte do prédio onde funciona a Central de Flagrantes da Polícia Civil. O pedido de interdição do local foi protocolado, após visita de uma comissão formada por diretores do Sinsepol à unidade policial. No total, uma cela, três depósitos e uma sala. Estes locais apresentam maior índice de contaminação por fezes, urina, baratas e ratos.

Depois de diversas reuniões entre a diretoria do Sinsepol, representantes da Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), da Delegacia Geral da Polícia Civil – DGPC, a Coordenadora da Central de Polícia Delegada Rosilei de Lima, mediada pelo deputado Léo Moraes. Na pauta, a busca de soluções urgentes para o problema enfrentado pelos servidores, foi acordado que a Central de Polícia passaria por uma reforma para melhorar suas condições de trabalho.

A reforma da Central de Polícia, com emenda de parlamentares,  ficaria a cargo da SUGESP/RO. No entanto, apesar do expediente de nº 850/2018/SUGESP-CONAD, datado de 16/03/2018, subscrito pelo Senhor Diego Delani Cirino dos Santos – Coordenador dos Núcleos Administrativos – CONAD,  afirma que as atividades seriam prestadas a partir de 02 de Abril de 2018, o Governo mostrando descaso, descumpre a programação, até o presente momento, o prédio continua em condições precárias, falta material básico de limpeza (sabão em pó , sabão em barra, água sanitária, desinfetante, dentre outros produtos).

De acordo com o presidente Rodrigo Marinho, o Sinsepol vai solicitar nova interdição no prédio da Central de Polícia, este o último recurso que a diretoria do Sindicato poderia tomar. Ele explica que uma comissão vem fazendo inspeções em vários locais de trabalho e informando o governo de Rondônia sobre as precárias condições de ambiência que alguns locais possuem. Apesar do alerta, até o momento, a inércia do governo impera. Falta mais ação, compromisso e respeito com os servidores da Polícia Civil. O caso não precisaria chegar a este nível se as irregularidades apontadas – tudo feito com farta documentação – apontadas pelos servidores recebessem a devida atenção. Marinho alerta que nova interdição total pode acarretar prejuízos maiores para a população e para o setor de Segurança Pública do Estado.

SOBRECARREGADOS

Os servidores que laboram na Central de Polícia encontram-se sobrecarregados de trabalho, com efetivo reduzido, aumentando a demanda de serviço a cada dia. A Operação da Lei Seca nos fins de semana, sobretudo, sobrecarrega ainda mais o serviço, aumentando consideravelmente o número de ocorrências policiais registradas.

Cabe ressaltar, que o Governo do Estado, descumpre um Termo de Ajuste de Conduta – TAC elaborado conjuntamente com o Ministério Público, que se compromete a mante um efetivo mínimo de policiais na Central de Polícia.

Desta forma,  a Diretoria do Sindicato vai formalizar expediente ao Ministério Público informando o descumprimento do TAC, solicitando das autoridades que seja respeitado efetivo mínimo de servidores por plantão para labora na Central de Polícia.

Austeridade e Luta.

A Diretoria.

 

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